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11/05/2011 -
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Brasil está na briga por nova fábrica da Renault
 
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Jalinier: País tem de ganhar competitividade para abrigar planta.

 
Giovanna Riato, AB, de Florianópolis

Como terceiro maior mercado global da Renault em volume e resultados, o Brasil está na disputa para abrigar uma nova fábrica da companhia. A decisão será tomada apenas em 2013, mas até lá o País precisa ganhar competitividade para receber o investimento.

A montadora acaba de anunciar a contratação de 1 mil funcionários para abrir o terceiro turno na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Com isso, o objetivo é aumentar a produção de 670 unidades por dia para 1 mil e alcançar o volume de 200 mil veículos este ano.

O avanço da produção deve garantir o crescimento projetado de 20% das vendas da marca este ano no Brasil, alcançando 5,5% de participação no mercado nacional. Isso poderá fazer a subsidiária brasileira subir mais um degrau no ranking global da companhia, para ultrapassar a Alemanha e tornar-se o segundo maior mercado, atrás somente da França.

A meta está dentro do plano de investimentos que a Renault anunciou para o Brasil, de R$ 1 bilhão entre 2010 e 2012. A partir daí, o presidente da companhia no País, Jean-Michel Jalinier, já pensa em formas de viabilizar novo aporte para ampliar a produção local. "Precisamos ampliar a competitividade aqui", destaca o executivo.

Desvantagens e possibilidades

Entre as possibilidades, a Renault avalia ampliar a planta de São José dos Pinhais para produzir mais 100 mil unidades, investir em uma nova fábrica em outro Estado brasileiro ou, ainda, em uma unidade na Argentina, Colômbia ou México - onde a parceira Nissan já produz. A disputa é acirrada e tem dois anos para chegar a um resultado.

Como principais desvantagens competitivas, Jalinier ressalta que a produção nacional tem elevado custo de mão de obra, escassez de engenheiros e negociações trabalhistas cada vez mais apertadas - ante uma ameaça de greve iminente, para não paralisar sua produção no País, na semana passada a empresa aceitou pagar aos empregados R$ 12 mil este ano a título de participação nos resultados. O custo das matérias primas é outro problema: "Estamos importando 15% do aço da Coreia, que chega ao Brasil 10% mais barato", exemplifica o presidente.

A empresa também importa algumas peças, como as rodas de aço que equipam o novo Sandero, produzidas na Índia, que chegam ao País mais baratas, mesmo com os custos logísticos. O hatchback da marca tem índice de 87% de nacionalização, que não deve ser mantido nos próximos lançamentos. O Duster, que chega no final deste ano, terá apenas 65% de conteúdo nacional.

Jogando a favor do investimento no Brasil, a Renault enumera o diferencial de qualidade das autopeças locais. "Não aumentamos o volume de peças importadas por isso", entrega Jalinier. Outra vantagem da regionalizar a produção é evitar os custos logísticos de importar.

Segundo o presidente, o Brasil tem tudo para ser competitivo e vem ganhando credibilidade dentro da empresa, por mostrar dinâmica de crescimento "que não pode ser encontrada nos Estados Unidos ou na Europa", avalia. "Mas só vamos optar por instalar uma nova fábrica no Brasil se resolvermos problemas de competitividade nestes dois anos. A minha briga é para isso", compromete-se o presidente.

Importar para competir

Jalinier defende uma forma um tanto controversa de alavancar a competitividade local: zerar as taxas de importação para veículos. Segundo ele, se o País retirasse as alíquotas por um período de sete anos a indústria local trabalharia para se adaptar e conseguiria competir no novo cenário. "O custo logístico é a nossa principal defesa", acredita o dirigente da montadora.

A ideia poderia trazer bons resultados caso a retirada dos impostos locais resultasse em acordos de reciprocidade com outros países, o que estimularia também o aumento das exportações.

Estratégia

Mesmo sem definir a nova fábrica, a Renault já tem pronto o plano para abocanhar 8% do mercado em 2016. A empresa trabalhará em duas frentes. A primeira é ampliar a cobertura geográfica de sua rede de concessionárias no Brasil, que hoje é de cerca de 80%. Até o fim deste ano a montadora deve saltar das cerca de 170 para 200 revendas. O ideal, segundo Janilier, é que o número de lojas chegue a 300 no médio prazo.

A outra parte da estratégia é aumentar a oferta de produtos, já que a gama atual só abrange 70% do mercado. "Faltam picapes e veículos 4x4, por exemplo", lembra o executivo. Com os planos já encaminhados, o Brasil entra na briga pelo investimento com mais uma vantagem: ser o mercado alvo da montadora nos próximos anos.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/10292/Brasil%20est%C3%A1%20na%20briga%20por%20nova%20f%C3%A1brica%20da%20Renault



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