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25/05/2012 -
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Quem tem medo da crise?
 
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Trabalhadores paulistas estão preocupados que a crise econômica que assola a Europa afete o mercado de trabalho nacional. Eles têm receio que profissionais europeus venham para cá em busca de novas oportunidades de emprego e aumentem a concorrência por vagas no País. A percepção foi detectada pela pesquisa "A crise europeia e os empregos em São Paulo", da consultoria Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado (APPM). Elaborada nos dias 7 a 8 de maio, o levantamento, obtido com exclusividade pelo CanalRh, ouviu 1 mil pessoas no Estado de São Paulo, que obedeceram a critérios de localidade, sexo, idade e instrução, oferecendo uma ampla visão sobre o assunto.
 
O estudo mostrou que 65% dos entrevistados acreditam que a crise pode afetar o Brasil. A maioria dos paulistas (66%) tem receio da concorrência com a mão de obra europeia. "Esse temor varia de acordo com o grau de instrução e idade do entrevistado", aponta o diretor de Marketing da APPM, Rodrigo de Souza Queiroz. Os mais velhos e com pouco estudo são os mais preocupados - 74% e 65% dos entrevistados nessas faixas, respectivamente, temem a concorrência, enquanto 41% dos profissionais com ensino superior se declaram não preocupados com o tema.
 
A diferença está baseada na percepção de que o estudo é o diferencial na disputa por vagas. A educação é apontada por 91% das pessoas como forma de se impor no mercado de trabalho. "Isso mostra a mudança de postura dos brasileiros, que estão mais confiantes, já que acreditam que com esforço, dedicação e estudo são capazes de concorrer com os europeus", diz Queiroz.
 
A crise chama atenção ainda pelo suposto potencial de desestimular a economia nacional. Dentre todos os grupos analisados, aqueles com ensino superior são os mais temerosos quanto a este ponto, alcançando 41% deles. Os mais velhos, com mais de 45 anos, estão entre os menos preocupados. "Eles acreditam que, por terem uma carreira sólida, não serão tão afetados pelo momento econômico", explica o diretor.
 
Uma ameaça?
 
O fato é que o número de estrangeiros trabalhando no Brasil já vem aumentando consideravelmente. Em 2010, foram 56.006. No ano passado esse número saltou para 70.524. Os americanos lideram o movimento: em 2011, mais de 10 mil vieram para cá. Porém, no conjunto, os países europeus ganham em número total: foram 24.572 trabalhadores, em 2011, ante 20.099 em 2010.
 
Se esse número de trabalhadores europeus crescerá em função da crise ainda não se sabe. Na opinião do professor de Economia do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Fernando Ribeiro, não há razão para os paulistas se preocuparem - pelo menos por enquanto. "Mesmo com a crise, os europeus não virão ao Brasil em quantidade suficiente para causar impactos no mercado de trabalho", afirma. O economista explica que, apesar de atrativo, o Brasil não sustenta condições de atrair massivamente mão de obra europeia. Além disso, seria necessário que a crise se aprofundasse muito para justificar uma grande saída de trabalhadores do Velho Continente, acrescenta Ribeiro.
 
Exatamente por acreditar nesse prolongamento da crise, o coordenador do curso de Negócios Internacionais e Comércio Exterior do Programa de Educação Continuada da FGV-SP, Evaldo Alves, tem uma visão diferente do professor do Insper. "A crise durará por um bom tempo. Levará anos para que a Europa se reestruture e, nesse meio tempo, ela continuará formando profissionais, que naturalmente procurarão outros mercados para trabalhar."
 
Para embasar sua ideia, o professor lembra os altos índices de desemprego europeu e o fato de eles não se restringirem apenas às pessoas que perderam emprego. "Os índices entre os jovens são maiores que a média, pois muitos deles terminam os estudos e não conseguem colocação no mercado. Isso deve se acentuar com o tempo", aponta.
Alves acredita que a demora no processo de decisão política da Europa e o crescimento do mercado interno brasileiro são fatores que contribuirão para esse cenário migratório. "É comum de tempos em tempos algumas nações subirem enquanto outras caem, havendo uma migração na mão de obra de um lugar para outro", diz.
 
Entretanto, afirma o professor, não há motivos para se preocupar. "Os europeus são bem formados, mas não são muito empenhados ao trabalho. Isso afetará a adaptação de alguns deles." Além disso, Alves destaca que os profissionais brasileiros têm uma formação sólida. "Os profissionais daqui são tão competentes quanto os de lá", comenta.
 
Fonte: http://www.canalrh.com.br


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