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07/08/2015 -
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Montadoras não desaceleram investimentos, apesar da crise.
 
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Rio - Os últimos números divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não foram nada animadores e confirmaram a retração do setor automotivo, com as vendas de veículos despencando mais de 17% no primeiro trimestre do ano, ante o mesmo período de 2015. Mas duas das principais montadoras do país, Ford e FCA — Fiat Chrysler Automobiles (empresa que surgiu da união da Fiat com a Chrysler e, no Brasil, engloba as marcas Fiat, Jeep, Chrysler, Dodge e Ram) garantem que vão manter os investimentos previstos para esse e para o próximo ano. 

Entre as quatro grandes, a Ford foi a que viu seus licenciamentos terem a menor queda nos primeiros três meses do ano, pouco mais de 3,5%, de acordo com a Anfavea. Segundo vice-presidente de Assuntos Corporativos da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb, a retração foi contida pela expansão da participação de mercado da empresa, que passou de 9,2% no primeiro trimestre de 2014 para 10,5% de janeiro a março desse ano. E os planos de investir R$ 4,5 bilhões no país, de 2011-2015 não foram alterados. 

“Quando olhamos o primeiro trimestre de 2015, fomos a única das grandes — com market share acima dos 9% —, que cresceu em participação de mercado. Isso é resultado de uma estratégia empresarial focada no aumento da competitividade”, diz Golfarb.

Um dos pontos mais importantes, completa o executivo, é disponibilizar aqui produtos globais, mas sem abrir mão da fabricação local. “O Fiesta produzido em São Bernardo é o mesmo da Europa. Temos um portfólio global, que não deixa de lado o nosso foco em tecnologia, conectividade, e tudo aquilo que eletrônica e automação podem oferecer. Outro lado é a questão da relação custo-benefício. Buscamos oferecer mais pela capacidade de compra que o consumidor brasileiro tem”, exemplifica o executivo. 

Para ele, a tendência é que a queda de 17% continue ao longo do ano, ou até se acentue. Mas a meta da Ford é ir na contramão e cair menos que a média do mercado. A montadora ainda promete novos lançamentos até o final do ano. “Apesar da dificuldade da indústria, não tiramos o pé do acelerador de investimentos e da competitividade”, ressalta ele.

Ao mesmo tempo, o executivo da Ford garante também que a montadora segue a realidade da indústria oferecendo ofertas e financiamentos com desconto. O diferencial aí, diz Golfarb, são os lançamentos mais longos. “Falamos do KA quase um ano antes. A indústria deixa para falar quando a novidade está pronta. Com os produtos cada vez mais complexos e o aumento da competição, é importante comunicar o que ele realmente é o quanto antes, para que o consumidor entenda melhor os seus diferenciais”, explica.

Já a FCA — Fiat Chrysler Automobiles foi a que mais sofreu no primeiro trimestre do ano, e amargou uma queda de mais de 29% das vendas da marca Fiat, atual líder de mercado, de acordo com a Anfavea. Mesmo assim, diz o presidente da FCA para América Latina, Cledorvino Belini, os investimentos de R$ 15 bilhões, previstos para o ciclo de 2013-2016 não foram revisados. 

O montante, explica ele, está sendo destinado para projetos como a modernização da fábrica da Fiat em Betim (MG), a construção da nova planta da Jeep em Goiana (PE), o desenvolvimento de novos produtos e o aperfeiçoamento de processos, entre outras coisas.

“Mantivemos nosso plano de investimento, porque o potencial da indústria brasileira no médio e longo prazos é invejável (...) Especificamente no mercado automotivo, há grande potencial de longo prazo. O Brasil tem ainda um baixo índice de motorização per capita. Enquanto nos EUA há 900 carros e na Europa 650 automóveis para cada grupo de mil habitantes, essa proporção no Brasil é de 200 veículos por mil habitantes”, diz.

“Além disso, temos de trabalhar para repor a parte da frota nacional que está sucateada”, completa o executivo da FCA.

FONTE: Brasil Ecônomico. 


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