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16/09/2013 - Empresa troca empregado experiente para cortar custo
 

Segundo dados do Caged, emprego com carteira assinada tem crescido somente para profissionais de até 24 anos

Alexa Salomão e Luiz Guilherme Gerbelli, do
 

Empresário de terno e gravata

Na busca pela redução de custos, os trabalhadores mais velhos estão sendo trocados por jovens com boa formação, mas com salários mais baixos

São Paulo - As empresas estão mudando o perfil de contratação. Na busca pela redução de custos, os trabalhadores mais velhos estão sendo trocados por jovens com boa formação, mas com salários mais baixos. A mudança começa a aparecer no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Além da menor criação de vagas formais ao longo deste ano, dados compilados pelo Estado mostram que o emprego com carteira assinada tem crescido somente para profissionais de até 24 anos.

Essa movimentação no mercado de trabalho está ligada à deterioração da conjuntura econômica e do ambiente dos negócios, diz Betania Tanure, professora da PUC-MG e fundadora da consultoria BTA, especializada em gestão empresarial. "Neste momento, a maioria das empresas vislumbra um cenário de incerteza que pouco se viu no Brasil nos últimos anos. Nem o ambiente de 2008 e 2009, após a crise, gerou o grau de incerteza no meio empresarial que hoje se vê pois, naquele momento, do ponto de vista macro, o País tinha instrumentos para lidar com a crise que hoje se mostram insuficientes."

O que azedou o humor das empresas foi a queda de resultados. A consultoria de Betania realiza pesquisas regulares com as 500 maiores empresas em operação no Brasil. Uma delas identificou que boa parte dos ganhos previstos não vão se concretizar. No levantamento de abril, 15% das empresas declararam que não conseguiriam cumprir as metas neste ano. Na atualização do levantamento, em agosto, o porcentual subiu para 48%. Ou seja, quase metade das maiores empresas do País identificou uma deterioração dos resultados, sem possibilidade de recuperação no ano.

Pesa também o cenário de longo prazo. A pesquisa identificou que a expectativa para os próximos cinco anos, a partir de 2013, não é animadora. Para 63% das empresas, o cenário é "mediano". Trata-se de uma virada para pior. No ano passado, quando traçaram o cenário para cinco anos, a maioria das empresas (53%) vislumbrava um período "excepcional". Hoje, apenas 35% tem esse nível de otimismo.

O menor salário pago aos admitidos em relação aos desligados também deixa evidente a troca pelo mais barato. Em julho, essa diferença chegou a 7,3% e vem crescendo desde abril. "Como o número de admitidos continua forte, isso sugere que as empresas possam estar trocando os mais caros pelos mais baratos", afirma Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

 

Fonte: Exame



Comentários


20/09/2013 14:04:47
Titulo: Comentário
Nome: ALEX
Email: eng.alexperes@gmail.com

Concordo plenamente com tudo que foi dito pelo Cornelio.




24/09/2013 18:48:22
Titulo: Comentário
Nome: Nakamura
Email: esgnakamura@hotmail.com

Com experiência de mais de 30 anos em ambiente de trabalho na área técnica, estou totalmente de acordo com o comentário do Sr.Cornelio, mas o prejuízo para empresa é quando os pessimistas acabam ficando.




17/09/2013 15:06:22
Titulo: GERENTE TECNICO DE PROCESSO E PROJETOS DE FERR.
Nome: CORNELIO CALDERONI
Email: calderoni82@hotmail.com

Referente ao assunto acima, com experiencia de 50 anos em industria automobilística na área técnica tenho notado o seguinte:Existem pessoas otimistas e pessimistas, em regra geral, não 100% , as pessoas otimistas trabalham independente se o salário for alto ou baixo e elas procuram fazer o trabalho sempre cada vez melhor. As pessimistas, sempre reclamam do que faz e criam um ambiente provocando descontentamento até para os bons empregados. As pessoas que estão sempre reclamando devem ser eliminadas, independente de quanto ganha, as vezes um bom ganhando mais é melhor que dois ruim, mesmo ganhando menos.




27/09/2013 10:18:05
Titulo: Comentários
Nome: Marco Mello
Email: marcu_mellu@hotmail.com

Minha participação aqui, reflete o que acontece na empresa a qual trabalho a mais de 18 anos e em algumas outras as quais conheço e também, pela convivência com demais pessoas, colegas, conhecidos, conversas informais a qual refletem e ou deixam transparecer, o nível de envolvimento e ou conhecimento destas pessoas inseridas no mercado de trabalho. É cada vez mais comum as Universidades formarem graduados mas sem experiência nenhuma, pois nenhuma formação de nível superior lhe dá plenas condições e experiência para tocar grandes projetos ou mesmo, assumir posições de grande responsabilidades como Gerencias de Fábrica de Planta e afins sem antes ter algum embasamento. O que tenho notado é uma grande quantidade de pessoas formadas, sem experiência e isto torna o processo de crescimento de uma empresa lento enquanto um profissional mais experiente, com uma real experiência, poderia dar respostas em um menor espaço de tempo e com estudos e decisões muito mais acertadas. Este é meu parec






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